Uma das características paradigmáticas do atual sistema internacional é a tradução “em tempo real” dos efeitos e das motivações geradas pelos conflitos e guerras. O dia 24 de fevereiro de 2022 na Ucrânia e o 7 de outubro de 2023 em Israel, alinharam marcos iniciadores e pungentes da história recente das guerras vividas nos dias de hoje. Em cima da mesa de negociações, para encontrar caminhos para o fim das mesmas, estão os planos de paz dos EUA. Complexos, por vezes enviesados e sempre difíceis, mas eles aí estão. As consequências irão certamente perdurar por anos vindouros e o reavivar das fraturas geopolíticas, não se afastarão da ordem do dia. A Europa precisa neste tempo, onde a paz e a guerra balançam, de edificar uma estratégia agregadora dos seus interesses vitais. Hoje o modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis. Ambos se olham como obstáculo, reduzindo a sua relação a uma narrativa de ameaça duradoira, assinada em moldes de inimigos clássicos, em tempos de confrontação. Também os EUA, decorrente do seu posicionamento geoestratégico no Mundo, deixam a Europa emersa num mar de perplexidades políticas. Tudo isto iremos acompanhar durante 2026.
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O modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis.
O poder nunca tem tempo e está sempre à esquina de um 'like'.
Os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, podem estenderem-se a outros Estados vizinhos? Sim.
A União Europeia pelo projeto geopolítico que personifica é um alvo a atingir, não só pela Rússia, como pelos EUA.
A geopolítica também tem os seus momentos de Black Friday.
A derrota e a humilhação da Ucrânia, a acontecer, acarretam um perigo sem precedentes para a segurança da Europa.
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