page view

Eduardo Caetano Sousa

Coronel

O dia seguinte

31 de janeiro de 2026 às 00:30

As estratégias de poder no cenário internacional, pautadas por uma diplomacia de gestão política, baseadas em expetativas e cenários controlados, estão terminadas. Em contraponto, surge um modelo focado no realismo geopolítico intempestivo. Ganha projeção uma ordem multipolar de contenção, onde a prioridade passa a ser o domínio preventivo, face a esferas de influência, intromissão ou avanço de poderes regionais adversos. Nesta aceção, a prioridade intempestiva nas ações internacionais ganha maior protagonismo. Foi assim na resolução da situação política na Venezuela, num modelo de atuação imprevisível, contemporizando um sistema autocrático ainda vigente, com o estrangulamento económico e militar do “regime chavista”. É assim na Síria e em Gaza, com a configuração de modelos, soluções e cenários nunca colocados e aparentemente extemporâneos, para uma realidade regional catalogada de «sem solução». Também na Ucrânia, onde os EUA alienaram a postura inquestionável de aliado, para exercerem a de mediador. De igual forma, a reinvenção datada de um cenário geoestratégico complexo na Gronelândia. O realismo intempestivo é feito de tudo isto. E no Irão, quem arrisca o dia seguinte?

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Epicentro

Hezbollah é o verdadeiro exército terrestre do Irão.

Focos

A China pretende agora apresentar-se como a líder da contenção.

Poucochinho

O regresso do famoso Adamastor dos mares vai dando folgo à capacidade de retaliação do Irão.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8