As estratégias de poder no cenário internacional, pautadas por uma diplomacia de gestão política, baseadas em expetativas e cenários controlados, estão terminadas. Em contraponto, surge um modelo focado no realismo geopolítico intempestivo. Ganha projeção uma ordem multipolar de contenção, onde a prioridade passa a ser o domínio preventivo, face a esferas de influência, intromissão ou avanço de poderes regionais adversos. Nesta aceção, a prioridade intempestiva nas ações internacionais ganha maior protagonismo. Foi assim na resolução da situação política na Venezuela, num modelo de atuação imprevisível, contemporizando um sistema autocrático ainda vigente, com o estrangulamento económico e militar do “regime chavista”. É assim na Síria e em Gaza, com a configuração de modelos, soluções e cenários nunca colocados e aparentemente extemporâneos, para uma realidade regional catalogada de «sem solução». Também na Ucrânia, onde os EUA alienaram a postura inquestionável de aliado, para exercerem a de mediador. De igual forma, a reinvenção datada de um cenário geoestratégico complexo na Gronelândia. O realismo intempestivo é feito de tudo isto. E no Irão, quem arrisca o dia seguinte?
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Ganha projeção uma ordem multipolar de contenção
Donald Trump fez de Davos o seu palco de magia geopolítica.
Tanto a Rússia como os EUA, precisam da Europa. E muito!
Estamos a viver um tempo internacional algo sombrio.
O modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis.
O poder nunca tem tempo e está sempre à esquina de um 'like'.
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