O Mundo atual é incomparavelmente diferente do passado. Mesmo do passado próximo. O progresso científico e o desenvolvimento das sociedades potenciaram esta realidade. Mas o ser humano permanece centrado nas virtudes e defeitos intrínsecos, correspondentes à sua génese de adaptação, reação e sobrevivência no espaço que o rodeia. Na verdade, também o “modus” comportamental da política internacional e das relações de poder pouco se alteraram. Não é preciso regressar ao clássico de Nicolau Maquiavel “O Príncipe” ou reler as penetrantes análises geopolíticas de Robert D. Kaplan, para perceber que a Doutrina de Monroe de 1823, agora retomada de forma indireta pelo atual Presidente Donald Trump, se resume a duas palavras: poder e força no sistema internacional. A Europa confronta-se agora, com duas frentes geopolíticas adversas: a explícita ofensiva da Rússia, espelhada na guerra na Ucrânia e a dos EUA, apoiados nas suas ambições geoestratégicas, em que a Gronelândia é um bom exemplo. Ambas terão consequências a prazo, na NATO e na própria UE. E no nosso futuro. Mas também é preciso começar por dizer que, tanto a Rússia como os EUA, precisam da Europa. E muito!
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Tanto a Rússia como os EUA, precisam da Europa. E muito!
Estamos a viver um tempo internacional algo sombrio.
O modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis.
O poder nunca tem tempo e está sempre à esquina de um 'like'.
Os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, podem estenderem-se a outros Estados vizinhos? Sim.
A União Europeia pelo projeto geopolítico que personifica é um alvo a atingir, não só pela Rússia, como pelos EUA.
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