Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoHá uma real crise no negócio da restauração que está a afetar muitas empresas e a levar ao encerramento de muitos negócios. Lamento particularmente o fecho de velhas casas tradicionais, por causa da lei da vida e da reforma de verdadeiros mestres de bom comer , porque os filhos e herdeiros não se querem sacrificar numa vida tão dura. O ministro da Economia já anunciou um pacote de medidas. O aumento dos custos é notório e até o impacto da subida do salário mínimo agrava as contas. Por outro lado há a concorrência crescente dos supermercados que, com as suas refeições prontas, tiraram muitos clientes aos restaurantes. E no caso das grandes cidades a grande ameaça é a do preço pornográfico das rendas. Mas é a lei do mercado e o dinheiro dos contribuintes não deve ser usado para resgatar aventuras de empresários que avançam com rendas de 3 mil , 5 mil euros, ou até mais por mês, para uma utopia de complicado retorno ou para limpar buracos de restaurantes que cobram, no mínimo, numa refeição 10% do ordenado médio de um cidadão trabalhador em Portugal.
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O dinheiro dos contribuintes não deve servir para resgatar aventuras em utopias
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