O rio Mondego é o rio da minha aldeia. Começa o seu percurso ali perto, no coração da Serra da Estrela, desloca-se para nordeste em direção à Guarda num vale mágico. O granito que envolve a cidade mais alta provoca um desvio de direção e torna o destino do rio maior, não será subsidiário do Douro, mas seguirá para oeste em direção ao mar. No planalto beirão reencontra outras ribeiras da minha terra e com o Dão, o Alva e o Ceira e outros afluentes tornava-se, antes das obras de regularização do seu curso em Coimbra , uma ameaça recorrente nos invernos. Por isso na cidade dos doutores era o basófias, modesto quase todo o ano, que se agigantava no inverno com o degelo da serra e a abundante chuva. Mas este ano além das tempestades já tinha nevado muito. O caudal ameaçou a cidade, derrubou diques e é o responsável pela cratera na A1. A construção de uma barragem na Beira Alta que permitisse gerir melhor o caudal no inverno poderia ter evitado tantos prejuízos, mas o governo de Costa cancelou a barragem de Girabolhos, nos concelhos de Seia, Gouveia , Nelas, Fornos de Algodres e Mangualde. Agora o projeto vai ser retomado. Mas há erros que se pagam caros.
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O cancelamento da barragem de Girabolhos foi um erro que pagamos muito caro.
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