Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoHá uma nova e grave crise a afetar um dos setores industriais mais importantes do País, o têxtil. A indústria já passou por muitos choques, mas tinha-se adaptado aos primeiros fenómenos da globalização. Contudo, o mundo mudou drasticamente nos últimos anos, com as plataformas eletrónicas a aceleraram a invasão chinesa. A um clique no telemóvel, as grandes plataformas, especialmente a Temu e a Shein, colocam de forma muito barata e rapidamente roupa e outros produtos na casa dos consumidores. Esta alteração de hábitos de consumo vai ter um grande impacto nas formas mais tradicionais de comércio, mas já está a afetar dramaticamente muitas empresas têxteis nacionais. Há um risco económico e social , particularmente na região Norte . Ontem o Jornal de Negócios deu nota de mais uma falência, a Pamtex, no Minho. A firma faliu e o Estado perdeu meio milhão de euros. E apenas um exemplo, mas se a Europa continuar de portas abertas , sem cobrança de impostos, para as pequenas bagagens que quotidianamente são entregues em milhares de casas, a indústria europeia de têxtil e vestuário vai desaparecer, porque não tem escala para competir com os fornecedores chineses.
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