Regina Soares
Presidente do Sindicato dos Funcionários JudiciaisA violência doméstica não é apenas um crime urgente na lei; é, sobretudo, uma urgência social. As notícias de hoje revelam um dado perturbador: em apenas seis meses, a PSP registou 3.734 queixas de filhos que agridem os pais, mais de vinte por dia. Diz-se que a dimensão do fenómeno só se tornou visível após uma alteração metodológica, que passou a especificar a relação entre vítima e agressor. É pena. Nos anos em que trabalhei numa secção de violência doméstica, todos os processos eram já classificados: pais e filhos, idosos, cônjuges, namorados, relações LGBT. Os dados eram enviados mensal e semestralmente. Esse trabalho ficou invisível, como se nunca tivesse existido?
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É vital que os trinta ‘formados’ passem o testemunho que receberam aos que vão entrando.
O problema não é passageiro, é estrutural e conhecido há anos.
Há que prestar um melhor serviço. Cabe à Direção da PJ reforçar o efetivo de prevenção.
A solução não pode ser prender pessoas ao posto como se fossem móveis.
O prazo de 6 meses para regulamentação transformou-se em 6 anos. E continua a contar.
Alguém acredita que Cristiano Ronaldo chegaria onde chegou se, em vez de regras claras, progressão e reconhecimento, lhe pedissem apenas resultados e paciência?
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