As coisas vêm aos pares, como a idade de amadurecer, primeiro, e a idade de envelhecer, depois. Porém, ao contrário do que seria normal, com a idade passei a desobedecer às chamadas obrigações dos velhos, que são seres inexplicáveis. Ao contrário do que seria de esperar, não passei a gostar mais de sopa nem a dormir menos; o meu gosto pela preguiça aumentou, bem como o prazer de comer coisas proibidas e de imaginar vidas pretéritas que não tive, talvez porque me faltam as futuras. Também não me tornei mais conformista, nem mais austero, nem mais sábio. Quis o destino, como afiançam as minhas irmãs (que temem o envelhecimento do corpo como um castigo divino), que eu tivesse nascido já no termo da minha adolescência, poupando-me a infortúnios como o acne, a depressão, o rock ou a rebeldia. Encarei a “vida adulta” como uma etapa inevitável até chegar à minha vida neste eremitério de Moledo, onde vivo diante do mais belo mar português e dos pinhais cujo perfume se confunde com a própria doçura do Verão. E aqui estou. Sempre esperei por esta idade.
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