Os números continuam a ser impressionantes. Em Portugal existem 6232 vítimas de violência doméstica que têm um botão de pânico. Vítimas que, em situações de perigo, recorrem a este aparelho para acionarem as autoridades, mas nem sempre isso é suficiente. São dados que provocam medo em todos nós, mas neste caso não há nenhum botão ao qual possamos recorrer para tentar travar o que acontece diariamente diante dos nossos olhos. Num País onde, só nos primeiros seis meses do ano, ocorreram 17 mortes neste contexto, torna-se urgente não esquecer o que acontece dentro de quatro paredes, é fundamental deixarmos de olhar para estes números como se fossem apenas isso mesmo: números publicados num jornal. O novo modelo de avaliação das vítimas de violência doméstica, que pela primeira vez inclui crianças e idosos, poderá ser um bom ponto de partida, mas muito mais terá de ser feito. Durante um seminário, a juíza desembargadora Cristina Almeida e Sousa defendeu penas mais severas e fez um apelo: que se pense na criação de casas-abrigo para agressores e não para quem é agredido. Afinal de contas, da forma como tudo funciona agora, estamos a tornar estas mulheres, homens e crianças duplamente vítimas.
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