Há um tempo para tudo, diz a Sagrada Escritura. É bem verdade. Hoje é o dia da passagem dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude – uma cruz grande de madeira e um ícone de Nossa Senhora – para os nossos irmãos da Coreia do Sul que, na cidade de Seul, irão viver esta extraordinária aventura em 2027. Assim se “fecha” a nossa Jornada, apesar de saber que não há portas, nem janelas para o sopro do Espírito Santo… os jovens, as famílias de acolhimento, os voluntários, as entidades civis, as forças de segurança, os jornalistas, os técnicos de som e de imagem, os repórteres… e atrevo-me a dizer, com emoção e alegria, o Papa Francisco e toda a comitiva papal, ninguém esquece a JMJ de 2023. Pessoalmente, e já o disse e escrevi várias vezes, a peregrinação dos símbolos por todo o Portugal – continente e ilhas – marcou-me para sempre. Tive a graça de acompanhar toda a peregrinação e recordo as caras, os sorrisos, os cânticos, a generosidade, a beleza com que cada diocese recebeu, de uma forma tão verdadeira, a grande cruz e o ícone de Nossa Senhora. A cruz é uma simples cruz de madeira e o ícone é belo, mas de certeza que existem muitos outros, bem mais valiosos. No entanto, e também aqui reside o mistério da nossa Fé, são venerados de alma e coração por todos aqueles que os recebem. Jesus e Maria são o centro, porque repletos da nossa humanidade. Um homem, que morreu numa cruz, e sua mãe. Conseguimos pressentir o Amor que esta realidade transmite ao longo dos séculos e, na imponente Basílica de São Pedro, cheia de riquíssimas obras de arte, estes dois símbolos são o centro de todas as atenções, a alegria de quem os recebe, a emoção de quem os entrega. Por vezes, em horas como esta, temos a tentação de fazer balanços, de olhar para trás e fazer contas à vida, ou seja, fazer contas de somar e subtrair em relação ao tempo que vivemos, desde a primeira hora em que me foi entregue a responsabilidade de organizar a nossa Jornada, até ao último dia, em que “fechei” a porta, passando pelas idas ao Panamá – para aprender com quem tinha preparado a Jornada anterior – a Peregrinação dos Símbolos e a inesquecível primeira semana de agosto de 2023. Mas não o quero fazer. Tudo aconteceu pela Graça de Deus, e da forma como nos tinham ensinado: quando já tiverem esgotado todas as vossas forças, os vossos sonhos, venturas e desventuras, aí sim, o Senhor faz acontecer o que vos faltou. Hoje é tempo de nos alegrarmos com os jovens de Seul, de lhes darmos o melhor que temos e somos, de agradecermos tudo o que recebemos.
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