A recente eleição presidencial foi um acontecimento de primeira grandeza, porque pôs em confronto duas visões antagónicas do nosso regime político. André Ventura pretende enterrar o “sistema”, que diz estar afundado em corrupção, mas não formula alternativa para além daquelas “propostas” avulsas de castrar pedófilos, obrigar ciganos a cumprir a lei e expulsar imigrantes (sobretudo se forem pobres e tiverem pele escura, o que criaria um problema intrincado para a agricultura, a construção civil, a hotelaria e a segurança social). Mas estará a Ordem Jurídica democrática instituída pela Constituição de 1976 à beira do colapso, como sugere Ventura, que começou por apresentar uma proposta de abolição de todos os limites materiais da revisão constitucional? O que pretende, afinal, o Presidente do Chega? Mudar a forma republicana de governo? Mudar o sistema semipresidencial? Modificar o regime dos direitos, liberdades e garantias? Alterar os princípios democráticos? Extinguir o Estado social?
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Falta o essencial: sair da estagnação das últimas décadas, crescer.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Em sucessivos anos de estio, topónimos até então familiares desapareceram das notícias.
Walter Benjamin foi um dos mais importantes pensadores da primeira metade do século XX.
O costume [em Portugal]: estuda-se muito, muda-se pouco.
Quem mais sofre é sempre quem vive numa situação de maior fragilidade, isto é, os mais velhos, os mais pobres, os que vivem mais isolados.
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