Portugal é um país de intrincados e desvairados diagnósticos e prognósticos. Em 1961, acabado o troço de auto-estrada Lisboa-Vila Franca, o prognóstico oficial era um avanço rápido até ao Porto. O Baixo Mondego já então sofria com cheias devastadoras. Em 1991, 30 anos depois, Cavaco inaugura um "Marco" em Condeixa, juntando-se finalmente Lisboa ao Porto em 4 vias. Um mamarracho, conhecido como "enrugadinho", que hoje ninguém sabe o que é e que criou polémica por ter custado um dinheirão. Antes, pela EN1, demorava-se umas 6/7 horas entre as duas cidades. De caminho, dava para comer um leitãozinho na Bairrada. Agora, desfeito o dique junto ao pilar em Coimbra, o prognóstico do ministro Pinto Luz aponta para muitas semanas antes que a A1 reabra sem perigo. Ninguém havia diagnosticado que o pilar podia ruir. A culpa é de quem? Da maldita chuva, está visto! Aguardam-se umas quantas comissões, que hão-de fazer relatórios com muitas recomendações. O costume: estuda-se muito, muda-se pouco. Como diria o original João Pinto, "prognósticos só no fim do jogo!" O problema é que o jogo entre o diagnosticar e o fazer vai demorar muito tempo. Que se aproveite para petiscar na Bairrada.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O costume [em Portugal]: estuda-se muito, muda-se pouco.
Com as redes sociais, a memória piorou. Vencem os "baites".
Choruda conta bancária e Visto Gold dá direito a votar nas Presidenciais.
A diferença entre os seres humanos e os lobos.
Donald Trump é um presidente mãos-largas.
Muitos cristãos morreram durante os bombardeamentos israelitas.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos