Outro dia, alguém me chamou a atenção para uma boa alma que se entretém, nas ‘redes sociais’, a percorrer o país e a fazer o catálogo dos lugares onde se vende “a melhor sandes de panado” disponível pelo mais baixo preço. O ranking cobre rulotes e, sobretudo, bares e balcões de estádios de futebol de divisões secundárias (as antigas III Divisão e Distritais, que agora se chamam Campeonato de Portugal e outra coisa qualquer) de quase todo o território nacional, incluindo as ilhas atlânticas. Há, evidentemente, um conjunto de regras como grelha de análise: a qualidade do pão, o tamanho do panado – que deve sempre ultrapassar o do pão, está claro – e o tipo de cerveja que serve a acompanhar. Infelizmente, não há indicação sobre o tipo de carne, ou seja, se o escalope é de frango, de porco ou de peru, mas o essencial disto tudo é um projeto de vida a que não me importava de dedicar parte das minhas férias deste ano, se os estádios estivessem em pleno funcionamento. A coroar os critérios de análise está o preço – que oscila entre os €2,5 e os €5; mais do que isso é um luxo que desmerece o lugar em que trinca a ‘sandes de panado’. O meu sonho é encontrar um crítico gastronómico da primeira linha de nobreza gourmet, às escondidas, num certo bar do IP3, a comer a respetiva ‘sandes de panado’, temperada com piripíri caseiro e na companhia de vinho branco da casa ou de um fino Super Bock.
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