No combate a uma realidade dinâmica e multiforme como é a criminalidade, não há fórmulas mágicas. O êxito que foi a criação, em 1982, da Direção Central de Combate ao Banditismo para combater o grupo terrorista FP 25 de Abril levou muitos a convencerem-se de que estava encontrada a receita para enfrentar o crime mais grave e organizado.
Passava por criar, na PJ, unidades com capacidade de recolha e tratamento de toda a informação nacional, relativa a um fenómeno – centralizando-a – e operacionalizá-la com investigadores experientes, os melhores - sob uma direção funcional que assumiria prioridades e estratégias.
Mas os tempos mudam, cada fenómeno criminoso tem especificidades, dimensão e dinâmicas diferenciadoras, e não foi possível replicar na sua pureza aquele modelo bem-sucedido.
A PJ, persistindo no desenho, tem disfarçado dificuldades com a desconcentração de investigações – deixando muitas nas suas unidades regionais - mas o mesmo não acontece no MP, que teima em centralizar – bem - a informação e a concentrar - mal - investigações mais complexas num único departamento, o que dificulta, ou impossibilita, um trabalho fluido e profícuo, com a tranquilidade e o secretismo que investigações tão delicadas exigem.
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