Há uns bons trinta anos fiz, com outros jornalistas, uma investigação sobre adoções internacionais de crianças portuguesas que eram, na realidade, traficadas para vários países, em particular para os Estados Unidos da América.
Um provedor de uma Misericórdia do Norte e um advogado, com o conluio de diplomatas e funcionários da Segurança Social, venderam crianças portuguesas recém-nascidas, por 200 contos, a casais norte-americanos. Eram verdadeiros vampiros da pobreza extrema em Trás-os-Montes. Mas também no Alentejo e em outras zonas pobres do País existiam redes do mesmo género.
Esses casos obrigaram a alterações na lei da adoção internacional, promovidas pelo então ministro da Justiça Laborinho Lúcio, mas, pelos vistos, nada mudou realmente nos trinta anos que passaram.
O caso das adoções da IURD, revelado pela TVI, mostra que essas redes de complacência, nuns casos, e de verdadeira corrupção noutros, continuam fortemente infiltradas no Estado, desde logo na Segurança Social.
Uma vergonha para todos nós! Que não se elimina com mais reformas legislativas mas com verdadeira repressão deste tipo de comportamentos.
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