Quando casos de crime económico, atingindo políticos importantes, se cruzam com outros de criminalidade violenta e organizada, há sempre um fator comum. À coragem dos juízes de instrução, de procuradores e de polícias, os visados respondem com três tipos de ações. A primeira é o ataque à credibilidade. Procuram todo o tipo de vulnerabilidades e, quando não existem, inventam. Inventam cartas anónimas, conspirações, tentam criar a dúvida de que o juiz que os prendeu pode ter uma motivação espúria. Quando não conseguem por essa via, atacam dentro do sistema. Lançam dúvidas jurídicas sobre a organização e a pessoa. Foi o que sucedeu com o Tribunal Central e com Carlos Alexandre. É o que acontecerá com o juiz Pedro Miguel Vieira, que tem mostrado coragem e saber, se o Conselho Superior da Magistratura não estiver atento. Vão tentar varrê-lo da instrução criminal no Porto. Noutras latitudes, em conjunturas idênticas às que ali se vivem, com a movimentação de fortes placas tectónicas de interesses fortemente instalados, também costumam recorrer à violência física. Por cá, seria passar uma fronteira terrível. Não acontecerá. Mas se há casos em que a segurança pessoal e da reputação profissional são decisivas, este será um dos mais significativos. Há que estar muito atento.
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