No meio do caos temos sempre sorte. Caso de Coimbra, onde a possibilidade da ‘cheia do século’ não se concretizou. Foi confrangedor ver o presidente da República cessante elogiar – merecidamente, é certo – a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Que foi “tesa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, paternalista. Foi competente, preferimos nós. Aliás, no meio do caos, foi o poder autárquico das zonas afetadas a sair com distinção. O poder central mostrou total desnorte. Com este governo nunca tínhamos passado o Bojador. Perante as cheias sobrou o centralismo apatetado e a falta de planeamento já crónico, que tanto tem servido para deixar construir em leito de cheia como para agora andar-se aos papéis por um plano de proteção civil devidamente operacional. Neste país de bandos costumes e perpétuo bom tempo - afinal, nem uma coisa nem outra - importa aproveitar a oportunidade e fazer da recuperação uma coisa boa. É claro que esperamos que nos gabinetes não se perda demasiado tempo com o Campeonato de Futebol; - um contrato com a Sport TV era mesmo isso que todos esperávamos da Secretaria-Geral doGoverno criada há um ano por Montenegro. Ena!
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Com este governo nunca tínhamos passado o Bojador.
Em sucessivos anos de estio, topónimos até então familiares desapareceram das notícias.
O Chega poderá ser vítima de autofagia, infligida pelo próprio líder.
Já a Kristin se tinha ido embora e ainda havia – e há – pessoas sem eletricidade.
Parece que retrocedemos - o extremismo em toda a parte, mesmo no país dos brandos costume.
A banalização da linguagem discriminatória abrange expressões preconceituosas baseadas em racismo, sexismo e homofobia.
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