João Cortesão
JornalistaSe atravessar as estradas alentejanas na zona de São Miguel de Machede, é possível que se cruze com rebanhos de ovelhas castanhas e brancas a pastar no meio de linhas de vinha. Esta imagem bonita, mas bastante invulgar, é uma das estratégias seguidas pela Casa Relvas na procura de um processo de produção mais sustentável. Se recuarmos a 2013, ano em que arrancou o pioneiro programa de sustentabilidade dos vinhos do Alentejo, a vitivinicultura portuguesa era muito diferente. Membro fundador do programa, o produtor acompanhou as alterações mantendo uma posição equilibrada entre o futuro e alguns ensinamentos do passado, num esforço para garantir que a produção se mantém equilibrada num período de alterações climáticas que desafiam as probabilidades. Se olharmos para o solo, as diferenças são enormes. Durante muitos anos, um pouco por todo o país, as vinhas foram campo para uma só planta, sem concorrência. Linhas perfeitas de cepas a descer as encostas, sem infestantes a quebrar o padrão da cultura. Ao afastarem-se desse modelo de solo estéril, os viticultores procuram hoje um modelo de ecossistema partilhado e, também por isso, mais resistente.
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