A 31 de agosto do ano passado, neste mesmo espaço, alertava para o que considerava ser o risco escondido da nova Champions. Parece-me indiscutível que a fase de liga com as 36 equipas organizadas numa classificação única tornou a prova mais competitiva, logo interessante. Mas para os clubes portugueses confirmou-se, como temia, uma dificuldade extra em chegar aos oitavos de final. Desculpem lá por ser do contra, mas não consigo perceber como ter de disputar um play-off extra para ter vaga entre as 16 equipas presentes nas rondas a eliminar é positivo ou sequer um grande feito. Desde logo é exigir um esforço ainda maior a plantéis já espremidos por um calendário cada vez mais sobrecarregado, com os riscos para o rendimento no campeonato que isso acarreta. Quanto ao brilhantismo de chegar ao play-off, o Sporting nem cabeça de série conseguiu ser e o Benfica ficou com a última vaga desse lote. Se olharmos para a Liga Europa, não só o FC Porto falhou o acesso direto aos ‘oitavos’, como também não vai ser cabeça de série no play-off. O Sp. Braga, já eliminado, nem aí chegou. Tal balanço não sugere grande pujança do futebol português...
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