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João Vaz

João Vaz

Redator principal

Vamos ao trabalho

03 de setembro de 2026 às 00:30

A mudança de estado de espírito proposta no título excede muito o regresso de férias. Tem a ver com o alerta ouvido a um imigrante búlgaro há mais de duas décadas a trabalhar no nosso país. Ele aproveitou metade de agosto para visitar os pais e demais família e voltou estupefacto com a imagem de desenvolvimento que viu. Construção por todo o lado, com as principais cidades, como Sofia e Varna, a viabilizar casas aos jovens. Na capital há apartamentos, com um ou dois quartos, por 500 a 850 euros de renda. Apesar da instabilidade política com eleições sucessivas que não resolvem nada, respira-se esperança. A mesma pessoa que há uns anos dizia que a Amadora era uma ‘cidade jardim’ quando comparada com os bairros degradados de Varna, observa agora que Portugal parece parado. As estatísticas comprovam: Luís Montenegro orgulha-se do nível de desemprego mais baixo do século com 5,7%, em julho deste ano, mas a Bulgária com 3,6% tem proporcionalmente muito mais pessoas a trabalhar. A situação é também melhor nos jovens, com 15,1% sem emprego na Bulgária e 20,1% entre nós. Apesar de terem a economia mais pobre dos 27 da União Europeia e só este ano chegarem ao Euro, até os búlgaros desafiam a trabalhar melhor.

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Apesar de terem a economia mais pobre dos 27 da União Europeia, até os búlgaros desafiam a trabalhar melhor.

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