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João Vaz

João Vaz

Redator principal

Levar a máquina ao médico

10 de outubro de 2024 às 00:30

As escolhas, esta semana, dos Prémios Nobel da Física e da Química geraram novidade e atiram-nos para o futuro. No primeiro âmbito, John Hopfield, de 91 anos, e Geoffrey Hinton, de 76, pioneiros da inteligência artificial (IA) nos anos 80, são mais da Informática que da Física. A abrangência faz pensar num regresso às origens quando a Filosofia reunia todas as ciências. Interessante é também o facto de Hinton, psicólogo na formação inicial, se revelar como investigador que desenvolveu as redes neuronais artificiais a partir dos mecanismos dos neurónios do cérebro humano. A máquina aproxima-se do humano e passará a ser tratada por médico, enquanto o organismo tende a ser reparado por transplantes e necessita sobretudo de uma oficina de cirurgias. Pelo caminho registam-se prodígios da máquina como os trabalhos dos três premiados com o Nobel da Química. Com recurso à IA, eles puseram as máquinas a realizar tarefas inacessíveis às capacidades humanas. O pioneiro Geoffrey Hinton põe, no entanto, frio na imaginação e alerta para o perigo de “atores maliciosos”. Após dez anos de ligação profissional à Google, deixou a empresa em maio do ano passado. E convocou todos a pensar no futuro melhor para a humanidade.

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