Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisPela segunda vez em sete meses, e na primeira ida ao estrangeiro logo após iniciar o seu quinto mandato presidencial, Putin voltou à China para se encontrar com Xi Jinping “no contexto do 75.º aniversário das relações diplomáticas China-Rússia” – assim alinhando Xi na visão de Putin de confundir a Rússia com a ex-URSS. Este 63.º encontro Xi-Putin evidenciou os fortes laços pessoais e exibiu um “modelo de boa vizinhança” e a solidez da “parceria estratégica numa nova era” entre os dois países. China e Rússia visam contrariar o que chamam “hegemonismo” dos EUA e recriar a ordem mundial, e precisam uma da outra como vizinho confiável na longa fronteira comum, já que a prioridade estratégica da China é a sua frente marítima (Mares da China e Taiwan) e a da Rússia é a frente europeia (Ucrânia). Em 2023, o comércio China-Rússia aumentou 26,3%, atingindo um novo máximo de 240,1 mil milhões USD, sendo a China o maior parceiro da Rússia pelo 13.º ano consecutivo, representando 32% do comércio externo russo e assumindo-se como “tábua de salvação” da Rússia sob sanções Ocidentais. Xi e Putin estão a fazer da Rússia um “Estado tributário” da China.
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