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Luciano Amaral

Luciano Amaral

Professor universitário

Espanha brasas

01 de junho de 2026 às 00:30

Foi preciso chegar a uma situação de prática insustentabilidade para se começar a falar do verdadeiro estado da política espanhola. Até há pouco, o retrato de Pedro Sánchez feito pelos noticiários era o do único e corajoso chefe de governo ocidental a enfrentar tanto o genocida estado de Israel como o louco fascista da Casa Branca. Daí que os autoproclamados “progressistas globais” (incluindo o nosso José Luís Carneiro) tenham praticamente feito dele o seu líder, numa cimeira em Barcelona cheia de estrelas do “Sul Global”. Ora, parece que este “novo Churchill” é capaz de estar para cair, sob o peso de um conjunto estonteante de casos de corrupção que o envolvem a si, à sua mulher, ao seu irmão, aos seus melhores amigos e até ao antigo presidente do governo, José Luís Zapatero. Os casos, que vão de máscaras de Covid até dinheiro suspeito oriundo da China ou da Venezuela (esses dois faróis dos direitos humanos), passando por resgates de companhias aéreas ou prostituição, são difíceis de descrever em espaço útil, mas criaram um ambiente irrespirável em Espanha.

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