Sempre acreditei na capacidade do dr. Costa para resolver os seus sarilhos. Não me enganei. Os professores querem ter o tempo congelado a contar para a 'reposição de direitos'? Difícil: o bolso não é fundo e a campanha eleitoral já distribuiu o pecúlio por reformados e funcionários públicos.
Mas é sempre possível chegar a um 'compromisso': se não se paga já, paga- -se para o ano - e até 2023. O governo ainda está no primeiro mandato. Mas já acredita que haverá um segundo - e, se não houver, a conta é para a mesa do costume.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a todo o funcionalismo público. As esquerdas não querem excepções de tratamento? Tranquilos. O cheque passa-se já - mas com as datas no futuro.
Claro que, no meio desta roleta russa, a economia pode rebentar. Mas também não há drama: o dr. Costa sai de cena e a 'direita', essa malvada, poderá mostrar novamente o seu rosto desumano.
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