A pátria estremeceu um pouco ao saber que um aluno da escola estatal fica mais caro ao Estado do que um aluno do privado. Por cada aluno do público, os contribuintes pagam 6200 euros por ano, afirmou o ministro da Educação (com orgulho). Foi o que bastou para que os colégios privados, a começar pelos melhores, viessem mostrar as suas tabelas mais modestas.
Percebo o espanto do auditório. Mas desaconselho qualquer expectativa de que isto leve o governo a repensar a sua atitude face aos contratos de associação com os privados. Para o socialismo, a questão nunca é a ‘poupança’ ou a ‘qualidade’. Nem sequer a ‘igualdade’ (de condições).
O que interessa é preservar a ideologia, independentemente dos custos para a sociedade. Nos regimes socialistas de Leste, qualquer bugiganga era pior e mais cara do que no Ocidente capitalista. E daí?
A beleza do estatismo não tem preço.
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Se Viktor Orbán perder hoje as eleições na Hungria, a Europa está salva.
Dizem que Trump está louco. Não está: usa a retórica de um alienado para que o mundo acredite que é capaz de tudo – até do impensável nuclear.
Por que motivo haveria de ser diferente no Tribunal Constitucional, se os socialistas também tivessem um lugar à mesa?
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.