Existem duas escolas de pensamento. A primeira, solene e pretensiosa, diz-nos que ‘50 Sombras…’ fez sucesso porque revelou o lado negro – ou, melhor dizendo, o lado cinza das mulheres, que apreciam homens dominadores e com talento para usar o chicote. A segunda, desesperada e hilariante, confessa que esperava mais: mais sexo, mais emoção, mais "história".
Nenhuma destas escolas faz justiça ao produto. Porque ‘As 50 Sombras de Grey’ é um produto. De marketing. E que obedece com rigor às leis do negócio: cria expectativas; esconde as cartas do jogo; e quando finalmente as revela, descobrimos que era tudo "bluff". Mas então é tarde – e o otário já está dentro da sala, com a carteira mais vazia.
No fundo, o verdadeiro sadomasoquismo não está no livro – ou no filme. Está em todos nós, que salivamos de submissão porque alguém promete um biscoito de transgressão.
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O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.