Portugal arde e ninguém está particularmente horrorizado. Já faz parte da paisagem, como as ventoinhas eólicas e as casas de emigrantes ao estilo suíço. Não devia ser assim? Pois não.
Nos últimos dias, passaram pelas televisões vários especialistas sobre o assunto. Todos eles, sem excepção, repetiram o adágio: o problema não é a falta de meios; é a falta de massa cinzenta na gestão do território.
E por que motivo não há massa cinzenta? Tiago Oliveira, engenheiro florestal, foi à SIC e explicou: medidas de curto prazo são politicamente mais vistosas do que pensar a longo prazo.
E o dr. António Costa que o diga: como ministro da Administração Interna, houve renegociação do brilhante SIRESP; não houve foi a reforma florestal prometida.
Passaram os anos. E o país confirma que bombeiros e populações continuam a cumprir o seu papel: serem carne para canhão de um Estado que os abandonou.
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Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
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Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.