A eleição falhada de Tiago Antunes para provedor de Justiça oferece uma única lição: o PS não aprendeu nenhuma. Na hora decisiva, foi ao saguão do socratismo e sacudiu o pó a uma relíquia sectária desses tempos. E porque não? Os socialistas, com raras excepções, nunca se deram ao trabalho de exorcizar o seu fantasma. Quando muito, afastaram-se em silêncio na crença piedosa de que não seriam mais assombrados. Pobres almas. Não saberão elas que, sem expiação, o pecado continua?
Que José Luís Carneiro prolongue a fantasia, eu percebo: uma parte do seu partido, e da sua bancada, continua em 2014, momentos antes do ‘engenheiro’ ter desembarcado em Lisboa com a recepção que se conhece. Só estranho que a AD, herdeira da ruína socrática, tenha participado nesta farsa. ‘Acordo de cavalheiros’, disseram eles, quando manifestamente há tão poucos por ali.
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