António Costa foi à SIC e o entrevistador confrontou-o com a palavra ‘austeridade’. Quando se corta na despesa e se carrega nos impostos indirectos, podemos dizer que a ‘austeridade’ não acabou, certo?
Errado, respondeu Costa. ‘Austeridade’, disse ele, é cortar nos rendimentos dos portugueses. O contrário de ‘austeridade’ é aumentar o rendimento disponível. Admito que o primeiro-ministro tem manha para dar e vender. Mas, aqui entre nós, é uma manha inteligente: no fim de contas, o eleitor vota com o bolso, não com os rigores da ciência económica. Uma lição que a direita devia aprender.
De resto, haverá casamento pós-eleitoral com as esquerdas? Costa diz que sim – e eu acredito que a paz social não tem preço. Mas ele sabe que não, sobretudo se houver maioria absoluta. Basta olhar para a cara de Jerónimo de Sousa: o homem anda a contar os dias para fugir do pesadelo em que se meteu.
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