Tempos houve em que Portugal era um país de doutores e engenheiros. Não mais. Os engenheiros levam a taça. Basta vê-los, de norte a sul, a construírem as suas pontes com as ‘autodeclarações de baixa’. Segundo o Ministério da Saúde, funciona assim: sempre que um fim-de-semana ou um feriado se aproximam, lá vão eles, de marmita na mão, prontos para alcatroar o trabalho com uma súbita doença. Perante tanto labor, não admira que os nossos engenheiros sejam implacáveis com os crimes e pecadilhos da classe política. ‘São todos uns ladrões’, diz o engenheiro, enquanto medita se será gripe ou enxaqueca logo a seguir ao Carnaval. Que injustiça! Não saberão os engenheiros que os nossos políticos não nasceram do vácuo? E que, se calhar, eles apenas se distinguem dos engenheiros pela dimensão da empreitada? Para uns, são pontes; para outros, é tudo estrada.
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