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Luís Tomé

Luís Tomé

Professor Catedrático de Relações Internacionais

13, ponto dos pretextos

29 de junho de 2026 às 00:30

O ponto 13 do Memorando de Entendimento (MOU) dá demasiados pretextos para a Administração Trump e, sobretudo, o regime iraniano suspenderem ou retirarem-se das negociações. Diz esse ponto 13 que “as negociações sobre o acordo final exclusivamente em relação aos demais pontos” está “condicionado ao início da implementação dos parágrafos 1, 4, 5, 10 e 11 deste documento”, ou seja, os referentes a, respetivamente: “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano”; retirada pelos EUA do “bloqueio naval” e, no prazo de 30 dias, das suas forças “das proximidades” do Irão; garantia pelo Irão de, “durante um período de 60 dias, passagem segura e sem cobrança de taxas para embarcações comerciais” no Estreito de Ormuz; isenções americanas “para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados”; e compromisso americano de “disponibilizar integralmente, para uso, os fundos e ativos congelados ou restritos” do Irão. Se as negociações sobre os “demais pontos” do MOU, incluindo o programa nuclear iraniano, já seriam difíceis, com tantos pretextos condicionadores serão muito mais.

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Ponto 13 dá demasiados pretextos para Trump e o regime iraniano suspenderem ou retirarem-se das negociações.

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