Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisO Presidente Trump ameaça atacar o Irão e os EUA continuam a reforçar os meios militares na região, enquanto o Ayatollah Khamenei ameaça retaliar com uma “guerra regional” e o Irão faz ontem e hoje um exercício naval com fogo real no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do globo e por onde passa 20% do petróleo comercializado mundialmente. Paralelamente, Trump diz esperar que as “discussões sérias” entre EUA e Irão (mediadas por Turquia e Qatar) conduzam a “algo aceitável”, e também o principal negociador iraniano e responsável pela segurança do Irão, Ali Larijani, afirma “progressos no enquadramento dessas negociações”. Esta situação é similar ao que já vimos em junho passado: americanos e iranianos estavam em negociações indiretas em Omã, que tanto Trump como as autoridades de Teerão diziam ser “construtivas e produtivas”, escassos dias antes de o Presidente dos EUA ordenar o bombardeamento de três centrais nucleares no Irão. Não sabemos se a sequência agora será a mesma, mas se vier a ocorrer um novo ataque americano ao Irão, não será tão “cirúrgico” e as consequências não serão tão “limitadas” como em junho.
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