Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisNinguém sabe. O regime teocrático-autocrático iraniano enfrenta protestos massivos, respondendo, como habitualmente ao longo dos últimos 47 anos, com brutal repressão, impondo um interminável bloqueio da internet e das comunicações e acusando os manifestantes de “traidores” ao serviço dos EUA e de Israel, países contra os quais também ameaça “retaliar”. O regime está mais vulnerável pelo enfraquecimento dos seus 'proxies', os bombardeamentos de Israel e EUA no ano passado, as sanções internacionais e a degradação da situação económica no Irão, mas não há sinais claros de colapso. Não se sabe até onde irão os protestos e a repressão, se e o que Trump vai fazer, e até onde a Rússia e a China estão dispostas a ir para defender o regime iraniano, seu parceiro estratégico vital numa região que não reconhecem como “área de predomínio” dos EUA. Mas sabe-se que com quase 90 milhões de habitantes, vastos recursos energéticos e posicionado num nó geoestratégico entre o Médio Oriente, o Cáucaso e as Ásias Central e do Sul, o Mar Cáspio e o Golfo de Omã, controlando importantes corredores e liderando o “mundo Xiita”, o Irão vai muito para lá do Irão.
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