Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisO rapto do ditador Maduro e da sua mulher, a par das declarações de Trump desconsiderando a oposição democrática venezuelana e dizendo que os EUA iriam “governar” a Venezuela e “vender” o seu petróleo, representam um corolário Trumpiano para lá do domínio das Américas. Consubstancia a cobiça de Trump por territórios, petróleo e minerais estrangeiros e o uso da força sem restrições, violando normas básicas da convivência internacional e atacando a soberania e a integridade territorial de outro país. Os precedentes do passado recente eram exceções à regra. O corolário Trumpiano, contudo, na linha da “doutrina Putin”, pretende ser a regra para impor esferas de influência e a vontade dos mais fortes num mundo-selva. A ilegitimidade de Maduro não legitima o corolário Trumpiano. Os que não condenaram a agressão russa na Ucrânia são hipócritas ao criticar agora Trump, mas os restantes devem condená-lo inequivocamente: o corolário Trumpiano visa também o Canadá ou a Gronelândia dinamarquesa, ao mesmo tempo que favorece as ambições da Rússia de Putin e da China de Xi que, tal como Trump, são imperialistas do Século XIX com forças do Século XXI.
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