Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA Rússia, maior potência nuclear, invadiu a Ucrânia, vizinha que tinha abdicado dessas armas que também herdara da ex-URSS. Desde Fevereiro de 2022, Moscovo elevou o nível de prontidão das suas armas nucleares, realizou exercícios, transferiu armas nucleares táticas para a Bielorrússia, e ameaça usar armas nucleares contra a Ucrânia e contra os países que a apoiam com capacidades convencionais, como expresso na sua nova doutrina nuclear – embora ataque a Ucrânia com munições, mísseis e drones cedidos pela Coreia do Norte e pelo Irão, e use milhares de soldados norte-coreanos! Paralelamente, suspendeu a sua participação no Tratado sobre Redução de Armas Estratégicas (Novo START) com os EUA, retirou-se do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBT), vetou uma Resolução da ONU travando a monitorização das sanções à Coreia do Norte e outra que impedia a instalação de armas nucleares no espaço, e tem dado tecnologia ao Irão e à Coreia do Norte servindo os respetivos programas nucleares – assim destruindo os regimes de controlo de armas estratégicas e de não proliferação nuclear. Não é só desfaçatez, é total irresponsabilidade.
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