Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA visita de quatro dias do Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, à Rússia, iniciada com uma Cimeira com o Presidente Putin, dia 13 de setembro, marca uma nova era para as relações entre os dois países, o balanceamento Moscovo-Pequim-Pyongyang, a competição entre os triângulos Rússia-China-Coreia do Norte vs EUA-Japão-Coreia do Sul, e ainda para as conexões quer entre a guerra na Ucrânia e a conflitualidade na Península Coreana quer entre a segurança na Europa e na Ásia-Pacífico. O encontro Putin-Kim assinala, portanto, muito mais do que o desespero dos dois líderes e uma aproximação tática, em que a troca de munições norte-coreanas por alimentos, energia e tecnologias militares russas é a componente transacional mais óbvia. As antigas “conversações a seis” deram lugar a “três contra três”, propondo agora a Rússia exercícios militares conjuntos a três com a China e a Coreia do Norte. Hoje, 18 de setembro, o MNE chinês está em Moscovo; em outubro, o MNE russo visita Pyongyang. Putin deve visitar a China no próximo mês, e aceitou o convite de Kim para ir à Coreia do Norte. Será Kim a ir a Pequim ou Xi Jinping a visitar Pyongyang?
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