Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisO “acordo militar” de São Tomé e Príncipe com a Rússia mostra a crescente influência russa em África (apesar da guerra na Ucrânia e do desmantelamento do Grupo Wagner, substituído pelo Africa Corps), projeta estrategicamente a Rússia para o Golfo da Guiné/Atlântico, simboliza a ofensiva de Moscovo junto de países lusófonos (depois dos francófonos) e aprofunda clivagens na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Outros afro-CPLP na mira de Moscovo são Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Moçambique. Em contexto de agressão russa na Ucrânia, também o Brasil incrementou laços com a Rússia, com o comércio bilateral a atingir novos máximos, sobretudo, mercê das importações brasileiras de diesel russo. Em sentido contrário estão Portugal e Cabo Verde (primeiro país africano a confirmar presença na Cimeira de Paz/Ucrânia que vai decorrer na Suíça, em junho), e também Timor-Leste e Angola têm um relacionamento mais distante com Moscovo. A CPLP divide-se ainda mais nas relações com a Rússia e, portanto, entre visões opostas sobre a ordem mundial. Portugal não é responsável pelas opções de outros, mas indiferente é que não pode ficar.
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