Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisO ataque terrorista contra um festival judaico na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, não é, infelizmente, um evento isolado, longe disso. Nos últimos anos, no Ocidente (EUA, Canadá, Europa, Austrália e Nova Zelândia), os incidentes terroristas por antissemitismo aumentaram drasticamente, tal como aumentaram por islamofobia. A realidade é que a ameaça terrorista no Ocidente é persistente e multiforme, com duas particularidades. Primeira, as principais motivações não são religiosas, são políticas, sobretudo, associadas a determinadas narrativas das extremas esquerda e direita. Só na União Europeia, entre 2020 e 2024, a EUROPOL registou um total de 280 atentados terroristas, dos quais 97 de motivação de “extrema-esquerda e anarquista”, 88 de tipo “etnonacionalista e separatista”, 68 de matriz “jihadista”, 17 de “extrema-direita” e 10 “outros e indefinidos”. Segunda, a larga maioria dos ataques terroristas no Ocidente tem sido perpetrada por “lobos solitários”, cuja percentagem aumentou de 55%, em 2017 para 92%, em 2024. Atendendo à instrumentalização política de certos “ódios”, o fenómeno terrorista no Ocidente tende a agravar-se.
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