Marcelo pôs o dedo na ferida quando anunciou que o País vai a eleições a 18 de maio: é a primeira vez, na nossa democracia, que um Governo cai e se instala uma crise “não tanto sobre políticas”, mas “sobre a confiabilidade, ou seja, a ética da pessoa exercendo a função de primeiro-ministro”. E é o próprio alvo, Luís Montenegro, que decidiu deitar tudo a perder por entender, e bem, que a suspeição é insustentável. No entanto, escusar-se a dar mais explicações, mostrar-se indignado com o escrutínio, evitar entregar toda a documentação das casas de Espinho e Lisboa ou tentar ‘leiloar’ à última hora os dias de duração da comissão parlamentar de inquérito, que o PS anunciou, foram tiros nos pés. Seja qual for o resultado das eleições, este nunca servirá de borracha para apagar a tal suspeição. Além de toda a verdade, os portugueses merecem um pedido de desculpas. É o que se faz quando se prega uma rasteira, mesmo que depois se ajude quem caiu a levantar-se.
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