Conheço bem a Mouraria. Nasci perto, na Calçada de Sant’Ana, a quinze metros de onde nasceu a Amália. Hoje tenho mais medo de passar à noite na rua onde nasci do que no Martim Moniz. Por duas razões, ambas estúpidas. Estou mais velhote e, se houver hienas em busca de presa fácil, tenho mais cara de vítima potencial. Segundo, porque zonas empobrecidas são em princípio mais propícias ao crime violento do que as de um condomínio fechado. O pequeno vampiro ataca-nos pessoalmente, o grande prefere ir direitinho à nossa conta.
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