Com Cristo, Sócrates terá sido um dos seres mais influentes da nossa civilização. Também não deixou uma linha escrita pelo seu punho, mas os discípulos imortalizaram o seu pensamento. Foi condenado à morte por ignorar os deuses oficiais, inventar novos deuses e corromper a juventude. Podia ter-se retratado ou fugir mas submeteu-se à lei injusta.
José Sócrates, ex-primeiro-ministro, podia ter concordado com a transformação da prisão preventiva em "prisão domiciliária" com vigilância eletrónica (e como são diferentes as medidas…). No exercício de um direito conferido por lei, recusou a vigilância eletrónica e continua preso.
Quis provar que, apesar de arguido, tem sempre escolha. Há algo de semelhante entre estas atitudes (independentemente do objeto dos processos)? Parecem opostas: o grego cumpriu uma lei que sabia injusta; o ex-primeiro-ministro eximiu-se (legalmente) a uma medida de coação que considerou desonrosa. Mas há um traço comum: ambos escolheram o caminho mais difícil sem que ele fosse eticamente exigível.
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