Nos westerns o guião era simples. Um pistoleiro chamava a outro um nome desonroso, o injuriado pedia-lhe a “prova” e ambos disparavam. Tal como nos juízos de Deus, a rapidez juntava-se à moralidade e o herói vencia. Se o vilão fosse xerife, o vencedor sucedia-lhe no cargo. Passos Coelho invetivou Montenegro: “não és reformista, nem tens o apoio da direita”. Montenegro desafiou-o a candidatar-se à liderança do PSD. Estando o PSD na oposição, Montenegro poderia aceitar o repto, seguindo a receita de António Costa - que por ironia seria o seu modelo. Mas Montenegro é Primeiro-Ministro e ganhou eleições com a promessa firme de não se aliar ao Chega (“não é não”), que, aliás, está no cerne das suas divergências com Passos Coelho. Assim, a formação da geringonça de direita violaria o compromisso eleitoral, colocando Seguro perante um dilema: empossar tal governo ignorando o significado do voto democrático ou dissolver a Assembleia da República dando continuidade ao turbulento segundo mandato do seu antecessor. Entre Cila e Caríbdis, teria um caminho apertado pela frente. Ao recusar (para já?) o duelo, Passos Coelho poupou-o a esse dilema.
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