Desligamento progressivo
Em 2023, mais de 47% dos Oficiais referia ter pensado em desligar-se da PSP.
Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaEm 2023, mais de 47% dos Oficiais referia ter pensado em desligar-se da PSP.
O que vemos é letargia e um anúncio florido que dá relevo a uma bela parangona, mas que não passa disso.
Esta medida, em vez de unir, só desagrega e espartilha.
O futuro oficial da PSP é submetido a uma capacitação tripla.
Desde 2022 os concursos têm ficado com vagas por preencher.
Somos exímios a fuzilar e torpes e louvar.
A falta de investimento na segurança interna possa vir a redundar em resultados catastróficos.
Caso da turista sueca baleada também teve ecos lá fora.
Governos têm reforçado imenso o orçamento da Polícia Judiciária.
MAI segue o diapasão de anteriores ministros que passaram sem deixar um legado.
Para se pagar horas extraordinárias à AIMA para regularizar processos, e aos Professores para corrigir exames, o dinheiro aparece.
Um inspetor da PJ faz buscas às 5 da manhã e recebe. Um polícia da PSP nem o pequeno-almoço.
O que fica é apenas uma postura procrastinadora dos problemas.
Proposta traz pouco e aproveita a poucos.
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