Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaDaqui a uns dias a PSP comemora o seu 159.º aniversário. Este último ano tem sido particularmente efervescente e desgastante para a imagem da PSP, com destaque para os casos Odair, Rato e caos nos aeroportos, com muitos opinion makers a surfarem estes casos para esventrar a confiança e respeitabilidade que a comunidade tem na PSP e nos milhares de polícias, e fantásticos profissionais, que lhe dão corpo. Claro que há que refletir, e também é claro que a instituição não está imune à crítica, devendo fazer um balanço crítico do que falhou, tal como deve antecipar para não voltar a falhar, neste e noutros [muitos] domínios onde intervém. Lembrar que a PSP, aparte algumas máculas, continua a ser, em sucessivos barómetros, das instituições mais confiáveis do Estado, fruto de milhões e milhões de interações positivas que todos anos tem, preservando vidas e defendendo direitos. É essa a verdadeira essência do amplo poder público que é confiado à PSP, usá-lo para bem do equilíbrio social e da defensa intrépida dos direitos fundamentais contra quem ousar feri-los ou constrangê-los. É, por isso, com imensa pena, que continuo a assistir a ataques verrinosos e virulentos contra a Polícia, procurando descredibilizar ao invés de criticar, procurando destruir ao invés de escrutinar, e bem que esse escrutínio existe, não fugimos dele, já que é o mesmo que colocará a verdade em cima da mesa, e não o comentário populista. Numa altura em que a PSP sofre como nunca, com problemas estruturais em toda a linha, dos recursos humanos aos meios tecnológicos, da falta de dignidade funcional à ausência de equipamento adequado, da falta de investimento à perda de atratividade, é bom lembra-nos que continuam a ser os polícias, com maior sacrifício, a responder quando mais precisamos. Sejamos certeiros e justos na crítica para com uma das instituições mais antigas do Estado e ajudemo-la a reerguer-se.
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Sejamos certeiros e justos na crítica.
É caso para pensar se os polícias não são mesmo parentes pobres.
Nem tudo passa por aumentar salários.
Se não fosse sério, daria vontade de rir.
Não se percebe como é que determinadas medidas não são aplicadas na PSP.
A coerência política, das visões e prioridades políticas, existe apenas quando dá jeito evocá-la.
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