A vitória de António José Seguro não deve ser confundida com um sucesso do Partido Socialista. Basta recordar que foi o próprio aparelho do PS que, há cerca de doze anos, facilitou o seu afastamento em favor de António Costa. Também neste processo o partido só se fez notar quando percebeu que não dispunha de alternativa credível. Os eleitores não escolheram uma sigla, escolheram uma pessoa. Seguro surgiu, para muitos, como a opção mais confiável e equilibrada - nada mais do que isso. Fica ainda um alerta para os estrategas políticos: transformar Ventura no alvo principal numa eventual segunda volta apenas consolida o seu eleitorado. Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro. Quanto mais se radicaliza o discurso contra ele, mais se contribui para o crescimento da sua base de apoio.
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Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
Falhou o homem. Falhou o tempo. Falhou a vida. Será que não falhou nada mesmo?
A justiça transforma-se num espetáculo de paciência infinita.
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