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Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

Não há ‘mas’ na violência

25 de fevereiro de 2026 às 00:30

Não gosto de coragem na rua e silêncio na sala. Julgamentos fazem-se nos tribunais; o ruído, cá fora, apenas tolda o que deve ser claro. Falo de Nuno Homem de Sá, que deveria saber que, em matéria de imagem pública, um gesto pesa mais do que mil palavras. O tom agressivo, a voz levantada para acusar, a teatralidade constante não ajudam a causa - antes a fragilizam. E quando um advogado sugere que certas mulheres são maltratadas porque “gostam”, escondendo tudo sob a expressão “dinâmicas da relação”, o que se instala é o desconforto, não o esclarecimento. Transformar um julgamento em espetáculo, pedir que a vítima fale para uma plateia e que a intimidade seja debatida à mesa de café é, no mínimo, impróprio. Curiosamente, lá dentro, entrou mudo e saiu calado. Estratégia? Talvez. Mas a justiça não é palco, nem Nuno Homem de Sá terá público para os desejados aplausos. 

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