Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna. A escolha é mais arriscada para ele do que para o Governo. Com um currículo intocável, é apresentado por Montenegro como um trunfo capaz de mudar o jogo. Num ministério permanentemente exposto a crises e catástrofes, surge como a figura certa para evitar o naufrágio, sucedendo a uma ministra marcada por sucessivos erros. A decisão é politicamente acertada para o primeiro-ministro, mas levanta dúvidas quanto ao que representa para o próprio. Deixa a direção nacional da PJ, cargo de grande prestígio, para entrar num terreno volátil e imprevisível. Sai de uma estrutura organizada, onde liderava com autonomia e confiança nas equipas, para um ministério pesado, condicionado por secretários de Estado que não escolheu e por investigações onde a ‘sua’ PJ pode tirar o sono a quem agora o acompanha.
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Com um currículo intocável, [Luís Neves] é apresentado por Montenegro como um trunfo capaz de mudar o jogo.
Há quem tenha perdido tudo e quem esteja a perder a esperança.
Não é zelo institucional, é intimidação.
António José Seguro não é Marcelo Rebelo de Sousa.
O 112 aplaudiu-o e, depois de uma sucessão de tragédias que marcaram o nosso País nas últimas semanas, devolveu-nos esperança.
Assistimos a tudo isto e apenas confirmámos o que já sabíamos: os nossos heróis são eles – os bombeiros.
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