Conheci o Dr. Miguel Macedo num mo- mento significativo da minha vida. Era então capelão do Hospital da Prelada, no Porto, e, durante esse período, acompanhei os bombeiros que estavam internados no hospital devido aos trágicos incêndios de agosto de 2013. Nunca esquecerei um dos bombeiros, Daniel Falcão, natural de Miranda do Douro, que veio a falecer. Foi nesse contexto difícil e muito emotivo que comecei a conversar de forma regular com o Dr. Miguel Macedo e trocámos mensagens repletas de preocupações e tristezas. Com o passar do tempo, desenvolvi um profundo respeito e admiração. Acompanhei atentamente a sua trajetória enquanto exercia a função de Ministro da Administração Interna, num tempo tão difícil para a nossa vida política. Permito-me dizer que se tornou não só um amigo, mas também um exemplo pela maneira como lidou com os desafios que lhe foram impostos. Como todos sabemos, em 2014 viu-se envolvido em denúncias e suspeitas graves que culminaram com a sua demissão. Passaram-se anos — demasiados — até que todo o processo resultasse na sua declaração de inocência. Sei, e sabemos muitos, que foram anos marcados por um intenso sofrimento pessoal e familiar; e com consequências diretas no seu trabalho enquanto político, no cenário nacional. Acredito que apenas quem passa ou passou por experiências semelhantes pode compreender a dor profunda e destrutiva que esses momentos podem causar. Infelizmente, vivemos um tempo onde parece haver uma falta crescente da presunção de inocência. Uma simples denúncia ou calúnia pode ser suficiente para arruinar reputações; uma mentira repetida incessantemente nas redes sociais tem o poder devastador de destruir não só o caráter individual, mas também afetar famílias, amigos, colegas de profissão. Por todas estas razões, fiquei extremamente feliz ao vê-lo participar como comentador num programa de televisão, onde sempre demonstrou um cuidado extremo nas palavras e um imenso respeito pelas pessoas e situações ali discutidas. Foi com grande tristeza que recebi a notícia da sua morte e expresso publicamente a minha homenagem a um grande Homem. Uma homenagem que implica um pedido pessoal de perdão pelas injustiças sofridas, porque também eu me sinto responsável, enquanto elemento desta sociedade, pela forma como tudo se passou. Certo de que o Dr. Miguel Macedo já conhece o mistério da eternidade, invoco a bênção de Deus, para ele e para a sua Família. Que descanse em paz!
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