Certo dia, ainda Salazar era vivo, João escutou do amigo Daniel, judeu marrano, uma lição sobre negócios e comércio. “João! Tu és o melhor comerciante aqui da terra mas eu sou o melhor... negociante”. Como quem diz, “tu sabes vender mas eu é que sei negociar!” Por décadas dono da melhor casa de comércio da vila, João lembrou-se de Daniel ao saber das taxas e exigências de Trump no esquema de comércio dos EUA com o Canadá, México, China e os mais que se verão. Taxas para produtos importados, proteccionismo e ameaças à moda trumpista. Um turbilhão que pode virar em pantanas o comércio mundial. João lembra-se da proibição de venda da Coca-Cola em Portugal. Salazar, com o seu anti-americanismo, terá opinado que a bebida criava dependência e era perigosa para a saúde. Balelas para proteger os produtores de vinho, já que “beber vinho era dar de comer a 1 milhão de portugueses”. Entretanto, Portugal e o mundo mudaram. Na década de 80, João arriscou e abriu uma das chamadas “Lojas dos 300”. Produtos chineses diversos, de fraca qualidade mas baratos, vendidos a menos de 300 escudos. Um sucesso comercial.
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