A guerra de Trump contra o Irão vai já amanhã atingir que nem míssil o bolso dos portugueses. De rompante, os combustíveis vão aumentar de preço. Será que se vai poupar no depósito ou, menos provável, tirar o pé do acelerador? Há quem lembre a crise petrolífera de 1973, provocada pela guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão), conflito-surpresa provocado pelo Egipto e Síria contra Israel. O preço do petróleo disparou de 3 para 12 dólares/barril. O regime de Caetano tomou uma decisão original: reduziu os limites de velocidade nas estradas. Para poupar vidas? Não. Para poupar nas importações de combustível. Houve racionamento de gasolina e proibição de circular aos fins-de-semana. Outros tempos, outro regime. Cidadãos e governos, ontem como hoje, pensam com a carteira. Os líderes persas do Irão reagem com orgulhoso e imperial desespero. Disparam enquanto podem contra tudo o que encontram à sua volta, a começar pelos vizinhos árabes. O mundo faz contas de cabeça. Em 2010, a Primavera Árabe, onda de revoltas contra os regimes autoritários do Médio Oriente, deu no caos em vários países. Para já, este inverno árabe vai trazer-nos uma primavera de apertar o cinto.
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